que alguns na rua nos confundem,
trocam os nomes e as imagens, e murmuram
que somos, de um poeta, os heterónimos.
Meio século a mais, e umas penas
marcadas com sinal no calendário,
livros que li, e outros que deixei
por escrever na arca dos achados,
o corpo antigo que se vê, e esconde
a raiva de ainda ter de lama feito
o lume escuro, só por ti ardendo,
são mera imprevidência dos sentidos.
O mesmo sou que tu outrora foste,
e amanhã serás tu quem sou agora."
Duende - António Franco Alexandre





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cu
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